segunda-feira, 30 de setembro de 2013


INCLUIR SEM RESSALTAR A DIFERENÇA
CRIANÇA É CRIANÇA. PRECISA BRINCAR SE DIVERTIR E APRENDER, SEJA ESPECIAL OU NÃO.
            Para receber uma criança com necessidades especiais na escola infantil, é necessário que o professor acredite que a inclusão é um direito do aluno. Não se pode pensar que aceitar uma criança com necessidades especiais seja caridade. "Se queremos que os cidadãos sejam pessoas sem preconceito, temos de trabalhar essa nova concepção desde a tenra idade. A escola infantil é um ótimo lugar para começarmos a operar as mudanças", afirma Priscila Pereira Boy, mestre em educação, consultora educacional e autora do livro Inquietações e Desafios da Escola.
            De acordo com o tipo de deficiência, é preciso pensar em alguns cuidados específicos, na garantida aceitação da criança, no cuidado para que ela seja respeitada por todos e na segurança. Priscila exemplifica: "Os portadores de deficiência visual precisam de um ambiente não perigoso, como quando há móveis no meio das passagens, escadas sem corrimão ou  sinalizações. Crianças com deficiências motoras ou cadeirantes requerem ambientes que garantam acessibilidade: nada de escadarias ;e rampas muito íngremes ou de difícil acesso".
            Já os portadores de Síndrome de Down ou outras deficiências mentais requerem atenção especial quanto à comunicação e à cobrança das regras e normas. Os alunos com deficiência auditiva deverão ter um lugar privilegiado, visando à visualização do professor, dos livros que estão sendo mostrados, etc. "É necessário também explicar todas as regras antes das atividades acontecerem, pois os deficientes auditivos fazem muitas coisas por imitação sem entender direito o que está acontecendo. As LIBRAS também enriquecem a comunicação dos surdos", ressalta Priscila.
.                       O ambiente escolar é o mesmo para todos, porém, muitas vezes, o que garante a inclusão e a igualdade de oportunidades é exatamente um tratamento diferenciado. Descrever uma gravura para uma criança com deficiência visual enquanto se conta uma história é uma forma de incluí-la. Nomear objetos várias vezes para alguém com síndrome de Down é fundamental para ampliar seu vocabulário, uma vez que muitos têm comprometimento na fala e um universo cultural mais restrito.
                        As crianças de até 3 anos, geralmente, não têm o esquema corporal totalmente elaborado e ainda estão se apropriando da linguagem oral. "Com isso, as dificuldades das outras crianças são pouco notadas. Elas não têm percepção suficiente para notar estas diferenças e caracterizá-las como dificuldades. Também somamos a isso o fato de que ainda estão se apropriando das regras e valores sociais e, portanto, são desprovidas de preconceitos. Tudo isso fortalece o vínculo, fundamental para o convívio e o trabalho do educador", explica Priscila.
                        Receber uma criança com necessidades especiais não é uma tarefa simples. Há muitas barreiras a serem vencidas. Por isso, ela sugere que o "professor da escola infantil que recebe um aluno com necessidades especiais, em primeiro lugar, deve abrir seu coração. Deve também entender que, como educador, sua função não é de diagnosticar ou tratar os problemas. É preciso humildade e parceria com outros profissionais: médicos, psicólogos; fonoaudiólogos; fisioterapeutas; etc. Principalmente, é necessária uma parceria com a família. A escola não deve trabalhar somente em cima de cobranças. É preciso um esforço para que a criança se desenvolva plenamente. Trabalhar os pais das crianças ditas 'normais 'também é um grande desafio. Reconstruir modelos preestabelecidos, reformular práticas e desenvolver um novo olhar sobre a educação não é algo fácil".
                        De forma prática, o educador deve se empenhar em garantir ao aluno a oportunidade igualitária de aprendizagem, respeitando os limites que esse aluno especial tem. Preparar o ambiente, confeccionar e utilizar materiais diferenciados, como colocar guizos em bolas para atender aos deficientes visuais, falar sempre olhando para um deficiente auditivo e estimular uma criança com Síndrome de Down a alimentar-se sozinha são ações práticas que farão grande diferença no dia a dia da criança." O mais importante: envolver a turma nas ações necessárias para que todas as crianças tenham iguais oportunidades de aprendizagem e socialização”, finaliza a pedagoga Priscila.
                                                                                              
                                                                                                   
   Professora : Andrea Machado
                                                                                                                AEE Educação Infantil

Olá colegas professores!
           
             Sou professora a 22 anos...atuo na educação Infantil a 18 anos, tenho muito orgulho de dizer que me realizo com o trabalho com os pequenos.Atualmente atuo no AEE da educação Infantil do município de Campo Bom -RS.Atendo crianças de BerçárioI até o Jardim Nível A. 
              Acredito que é na escola que a criança constrói mais que conhecimento acadêmico, constrói valores sociais e afetivos muito importantes para o seu desenvolvimento.
             A sociedade precisa evoluir culturalmente, desenvolver valores comprometidos com a inclusão para que a escola seja verdadeiramente um espaço para todos!